Archive for January, 2009

É fugaz amor,tão fugaz…

Quase como se pudesse mudar alguma coisa com este acto, ele muda a chávena de café uns centímetros para a esquerda.
Agora parece-lhe bem, agora há ordem.
E por vezes, basta uma ligeira mudança para que haja ordem. Ou a ilusão da ordem.
Não existe ordem, não pode existir.
Olha para a sala de jantar e está perfeita aos seus olhos.
Ele é a única coisa que está fora do lugar.
É a única coisa que devia ser mudada.
Mas continua sentado, à espera.
Tocam à porta. Sabe que é ele.
Deve ignorar a campainha ou deve abrir-lhe a porta?
Se ao menos ele pudesse prever o futuro!
Não pode e portanto debate-se.
Que será do seu futuro?
Se abrir a porta e o deixar entrar, o cenário A acontecerá.
Se não abrir, se o ignorar, o cenário B será o seu futuro.
Mas qual é o cenário A e qual é o B? Qual é o bom e qual é o mau?
Algo tão simples como abrir ou não uma porta pode mudar uma vida.

Diz-me que nos separaremos docemente, tal como nos conhecemos.
Diz-me que sou o mais importante para ti.
Que sou o teu melhor amigo.
Mas não me digas que o futuro não é feito por mim.