Suores frios escorrem pela cabeça do Homem.
Tenta controlar-se.
Tenta dominar as suas emoções.
Luta para reprimir o seu instinto,
Que lhe diz para fugir.
O Homem não o fará.
Escolhe os fios cautelosamente.
Anos de estudo dizem-lhe qual escolher.
E mesmo que não os tivesse,
Escolhe-se sempre o fio vermelho.
O seu alicate movimenta-se.
Certo na sua decisão.
Pressiona as suas pontas.
O fio é cortado em dois.
O Homem é coberto pela explosão,
Assim como a sala.
As janelas voam em mil estilhaços.
As ondas de choque propagam-se.
O estrondo ouve-se a quilómetros de distância.
Foi assim que o que quer que eu sentia morreu,
Ás tuas mãos.
Carlos André da Palma Alves
~ marlonfrancisco Said:
on January 12, 2008 at 7:31 pm
O fio vermelho é sempre tão mais apetecível, não é?
Pelo menos eu assim creio.
Para variar, óptimo texto. M’lheri, deverias começar a vender os teus textos no Chiado para poderes pagar as nossas bicas na Brasileira!