The Wrong Wire At The Wrong Time

Suores frios escorrem pela cabeça do Homem.
Tenta controlar-se.
Tenta dominar as suas emoções.
Luta para reprimir o seu instinto,
Que lhe diz para fugir.
O Homem não o fará.
Escolhe os fios cautelosamente.
Anos de estudo dizem-lhe qual escolher.
E mesmo que não os tivesse,
Escolhe-se sempre o fio vermelho.
O seu alicate movimenta-se.
Certo na sua decisão.
Pressiona as suas pontas.
O fio é cortado em dois.
O Homem é coberto pela explosão,
Assim como a sala.
As janelas voam em mil estilhaços.
As ondas de choque propagam-se.
O estrondo ouve-se a quilómetros de distância.
Foi assim que o que quer que eu sentia morreu,
Ás tuas mãos.

Carlos André da Palma Alves 

1 Comment »

  1. ~ marlonfrancisco Said:

    O fio vermelho é sempre tão mais apetecível, não é?

    Pelo menos eu assim creio.

    Para variar, óptimo texto. M’lheri, deverias começar a vender os teus textos no Chiado para poderes pagar as nossas bicas na Brasileira!


{ RSS feed for comments on this post} · { TrackBack URI }

Leave a Comment