Archive for March, 2007

Escolha?

Não significa nada para eles.
Mas significa o mundo para mim.
E não percebem o quão importante é.
E é importante porque me define.

Não percebem que é complicado para mim.
Complicado para mim aceitar-me.
É complicado para mim ter medo dos outros.
E é dificil ser feliz aquando da revelação.

Após concentrar coragem, alguns são informados.
E dão sorrisos de compaixão, compreensão, e elas, satisfação.
Mas, atrás desses sorrisos há também pena.
Cegos, não compreendem que isso magoa.

Verdadeiramente, apenas nos meus iguais encontro a verdadeira compreensão.
Mas dói, saber que nunca seremos como os outros.
E que seremos julgados, para o bem e para o mal.
Dói saber que algo que não controlamos nos enjaula.

Mas continuam com os sorrisos.
Os sorrisos de alguém que não pode ajudar.
Os sorrisos de alguém que não percebe que estamos magoados por dentro.
E o sorriso falso, de alguém que por dentro está enojado.

Eu apenas pedia compreensão sem pena.
Entendimento sem desigualdade.
Amizade sem obstáculos.
E pedia que a dor parasse. A diferença dói tanto…

Nota: O quadro, um dos mais populares de Pablo Picasso chama-se Guernica, e escolhi-o devido á dor intrinseca na pintura. Para saberem mais sobre o quadro carreguem aqui

Hoje não há artigo dos 8 momentos porque todo esse…

Hoje não há artigo dos 8 momentos porque todo esse artigo pode ser concentrado em três palavras:

alegria, sorrisos, amor

Mayday!

Não é fácil…admitir que precisamos de ajuda. Admitir que há sequer a possibilidade de nem tudo está bem connosco.
De que temos medo que isto ou aquilo aconteça, de que temos medo do passado que nos parece perseguir.
Admitir que amamos alguém mas esse amor não é correspondido.
Temos medo de admitir ao mundo algo que nos é tão presente mas humilhante.
Não é fácil admitir cada aspecto que não está bem nas nossas vidas, umas vezes porque somos fechados, outras porque a verdade por vezes é feia.
E confiar nos outros é sempre arriscado porque nem sempre todos ficam connosco para sempre, todos a qualquer altura nos podem abandonar.
Mesmo aqueles que juraram nunca o fazer, e aí ficamos sozinhos.
E esse momento é chocante, o momento em que percebemos que estamos sozinhos e que temos de nos ajudar a nós mesmos.
Talvez não sejamos fortes o suficiente para nos ajudarmos.
Ou talvez sejamos orgulhosos, e queiramos fazer o caminho todo sozinho.

Que nenhuma seja dor aplacada. Que nenhum suspiro …

Que nenhuma seja dor aplacada.
Que nenhum suspiro seja ouvido.
Que nenhuma tristeza saia dos vossos corações.
Que nenhumas lágrimas sejam retidas.

Que nenhuma alegre voz seja ouvida.
Que nenhum alívio seja sentido.
Que nenhum desespero seja acalmado.
Que nenhum amor sobreviva.

Que nenhuma boa emoção seja sentida.
Que nenhuma paixão se incendeie.
Que nenhuma alegria exista.
Que ninguém olhe para o céu com esperança.

Que nada seja motivo de contentamento.
Que o medo seja omnipresente.
Que a mágua seja total.
E que este dia seja amaldiçoado por aquilo que é proibido.

Shelter

Tento sempre escapar-me para lá.
Sempre que as mundanas tarefas o permitem.
E mesmo quando estou demasiado atarefado.
Vou sempre para lá.
As minhas pegadas repetem-se.

Sento-me na rocha áspera e dura.
Mas já marcada pela minha constante presença.
Observo o salgado mar.
Com o seu ritmo incessante, barulhento e furioso.
Observo os castelos de areia que fiz.

Quando as circunstâncias o condicionam,
Deito-me na areia quente.
Está quente mas é tão confortável.
E oiço o canto das gaivotas.
Falam sobre desespero.

Com os braços abertos, acolho o vento.
Que me mexe com os cabelos.
E os meus dedos mexem a areia escaldante.
É um sítio meu, agradável apenas quando o percebo.

Cada grão, cada pedra, cada gaivota, cada brisa.
Sabem o que se passa no outro lado do mar.
Mas sabem também que eu volto.
E que me curam nessa altura.
Quando estiver curado, volto para o outro lado.

Declaração

Para uma melhor compreensão do post carreguem aqui.

“It’s a story as old as time itself – the return of the prodigal son. And no matter how many times it’s repeated or how the details might vary, or how the names might change, the story always ends the same way, in the tender embrace of a loving father.” – Mary Alice, Desperate Housewives episode 10 season 2: Coming Home

Nunca!
Antes quebrar que torçer.
Lemas de uma vida sem vida.
Constante hostilidade para os hostis.

Depressa uma maneira toma forma.
Uma maneira de ficar igual.
Ao mesmo nível.
Talvez o ódio como motivo?

Embora se esqueçam
Que o contrário do amor não é ódio.
É indiferença.
Se odeias, importas-te.

Mas é dificil fazer as memórias.
Em substituição do que aconteceu.
Portanto não se esquece.
Mas ama-se.

“The stories are as old as time itself. The prodigal son who returns home to the father who forgives him. The jealous wife who tricks the husband who trusts her, the desperate mother who risks everything for the child who needs her, and the faithless husband who hurts the wife who loves him so deeply. Why do we listen again and again? Because these are the stories of family, and once we look past the fighting, pain and the resentment, we occasionally like to remind ourselves there is absolutely nothing more important.” – Mary Alice, Desperate Housewives episode 10 season 2: Coming Home

8 momentos XVII

os 8 melhores momentos da semana:

1- Confessions Tour, o melhor cd de sempre.

2- As risadas com a Liliana e com a Cátia.

3- Os múltiplos cafés com a Ana.

4- Modo dolce far niente: ON

5- O filme com a Claúdia e com a Alex que até não era assim tão mau.

6- As grandes teorias de amor com a Lígia.

7- As gargalhadas até ás lágrimas com a Lígia.

8- As conversas sem fim com o David

Não houve maus momentos.

Hung Up

Esta canção é a minha preferida da Madonna e logo é a melhor canção alguma vez feita, gostos á parte, tem uma letra espectacular que nesta altura da minha vida me diz tudo.

Time goes by… so slowly
Time goes by… so slowly
Time goes by… so slowly
Time goes by… so slowly
Time goes by… so slowly
Time goes by… so slowly

Every little thing that you say or do
I’m hung up
I’m hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day
I’m fed up
I’m tired of waiting on you

Time goes by so slowly for those who wait
No time to hesitate
Those who run seem to have all the fun
I’m caught up
I don’t know what to do

Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
I don’t know what to do

Every little thing that you say or do
I’m hung up
I’m hung up on you
Waiting for your call
Baby night and dayI’m fed up
I’m tired of waiting on you

Every little thing that you say or do
I’m hung up
I’m hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day
I’m fed up
I’m tired of waiting on you

Ring, ring, ring goes the telephone
The lights are on but there’s no-one home
Tick tick tock it’s a quarter to two
And I’m done
I’m hangin’ up on you

I can’t keep on waiting for you
I know that you’re still hesitating
Don’t cry for me’cause I’ll find my way
You’ll wake up one day
But it’ll be too late

Every little thing that you say or do
I’m hung up
I’m hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day
I’m fed up
I’m tired of waiting on you

Every little thing that you say or do I’m hung up
I’m hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day I’m fed up
I’m tired of waiting on you

Every little thing (Every little thing)
I’m hung up
I’m hung up on you
Waiting for your call (Waiting for your call)
I’m fed up I’m tired of waiting on you

(instrumental)

Time goes by… so slowly
Time goes by… so slowly
Time goes by… so slowly
Time goes by-

So slowly, so slowly, so slowly,
So slowly, so slowly, so slowly,
So slowly, so slowly, so slowly,
So slowly, so slowly, so slowly,
So slowly, so slowly, so-

I don’t know what to do

Every little thing that you say or do
I’m hung up
I’m hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day
I’m fed up
I’m tired of waiting on you
Every little thing that you say or do
I’m hung up
I’m hung up on
Waiting for your call
Baby night and day
I’m fed up
I’m tired of waiting on you
Every little thing (Every little thing)
I’m hung up
I’m hung up on you
Waiting for your call (Waiting for your call)
I’m fed up
I’m tired of waiting on you
(Fade until clock ticking)

Suburbia

São ás centenas e centenas. Como abelhas que abandonam a colmeia e voltam passadas algumas horas.
Centenas e centenas, talvez milhares de luzes que se passeiam por uma estrada com um caminho para trás e outro pela frente.
A azáfama dos carros cedo pela manhã em direcção a um local e o lento e tardio regresso a casa… Este é o objectivo dos subúrbios, conjuntos de casas onde se pode dormir e descansar.
Durante o dia, aparece um hiato entre pais e filhos; entre amigos; entre familiares; entre todos.
Á noite, quando os carros voltam, a calma invade os subúrbios e o silêncio fica ensurdecedor. Agora, a reunião de amigos, familiares mas acima de tudo da família está a acontecer e os patriarcas descansam de um longo dia.
Nas suas casas perfeitamente decoradas, limpas, paralelas umas ás outras com os carros agora estacionados e quietos, os pais pensam conhecer os filhos e os filhos conhecem os pais.
A vida nos subúrbios é calma, excepto as pequenas guerras, naturais ao ser humano mas que cedo são aplacadas.
A vida nos subúrbios é calma á superficie, mas no núcleo, agitam-se sonhos, emoções, desejos de singrar na carreira, desejo de ser melhor pai, de ser melhor filho, de ser melhor amigo…
São ás centenas e centenas os carros que diariamente abandonam os suburbios e enfrentam a grande cidade.
Mas, ocasionalmente, um ou outro carro vai numa direcção que não é a que os outros levam para ir para a cidade. Esse carro desloca-se dentro dos subúrbios e pára ao pé de uma casa cujo carro se encontra ainda estacionado.
E os donos dos carros, não vão propriamente falar de negócios…

Esperança

Queria tanto prever o futuro.
Prever o que aconteceria se…
Impedir um futuro negro.
Possibilitar um futuro brilhante.

Esse futuro já quase se tornou cinzento.
Aproximei-me de ti.
E agora, tenho medo.
Medo de te perder.

Medo do que possas dizer quando souberes.
Medo que tudo tenha sido em vão.
Tenho também esperança.
Esperança que talvez aceites e vivas com isso.

Talvez haja verdade no que dizem.
Que pertenço ás escolhas que fiz.
E que essas escolhas levam á lúxuria.
Porque raramente a minha “espécie”
Encontra o verdadeiro amor…
Entretanto, passamos a vida á procura…
Talvez tu o sejas, apenas me estás vedado…
Pelo menos encontrei o amor…ele é que não me encontrou a mim.

“In a world filled with darkness, we all need some kind of light. Whether it’s a great flame that shows us how to win back what we’ve lost, or a powerful beacon intended to scare away potential monsters, or a few glowing bulbs that reveal to us the hidden truth of our past.
We all need something to help us get through the night. Even if it’s just the tiniest glimmer of hope.”
-Mary Alice, Desperate Housewives Season 2 Episode 8: “The Sun Won´t Set”

Consciência

“Good guys wear white hats and bad guys wear black. This is how children distinguish between good and evil. But they soon learn that bad guys always don’t look so bad. And sometimes they seem downright friendly. That is until you get to know them a little bit better.” – Mary Alice. Desperate Housewives, Season 2, Episode 09: “That’s Good, That’s Bad”


Talvez seja um resultado amargo.
De uma vivência demasiado doce.
Que tarde é confrontada com o horrível sabor,
Da amargura e da dor.

Talvez tenha nascido sem ela.
Ou talvez, com o tempo a tenha perdido.
Preciso dela? Quero-a?
O mundo parece querer metê-la em mim.

Mas ela não rege a minha vida como rege a vossa.
Vivo melhor sem ela. Sem o seu murmúrio incessante.
Não tenho remorsos depois de magoar, ou alegria depois de agradar.
Não o faço pelos outros, faço-o por algum objectivo. Meu.

Talvez fosse melhor pessoa se a tivesse.
Talvez não fosse tão frio, fútil, orgulhoso, altivo como sou se a tivesse.
Talvez pudesse ter impedido muita coisa.
Se gostam tanto dela, fiquem com ela.

No dia em que eu não gostar de alguma coisa que fiz.
Tento criar uma, tento discernir o bem e o mal nos outros.
Não em mim, para mim, tudo o que faço está certo.
Mas voçês que a têm, também pensam assim, voçês nunca erram…

It’s not always that easy to distinguish the good guys from the bad guys. Sinners can surprise you. And the same is true for saints.Why do we try to define people as simply good or simply evil? Because no one wants to admit that compassion and cruelty can live side by side in one heart. And that anyone is capable of anything.” – Mary Alice. Desperate Housewives, Season 2, Episode 09: “That’s Good, That’s Bad”

8 momentos XVI

os 8 melhores momentos da semana:

1- A paródia ao assunto das pessoas que enfim, foram “abençoadas” com cornos. “Ele quando acorda tem de ter cuidado com tudo o queestá ao lado e em cima para não derrubar.”

2- Após sairmos da Bambu, um carro ia-nos atropelando(eu e Ana). Cada um rezou aos santinhos que encontrou para não morrermos ali.

3- “Um bem haja aos que morrem e que possibilitam a falta dos professores.” by André

4- “-God! -Carlos, controla-te! Haa, compreendo agora o God!- Sara controla-te!” by me e Sara.

5- “-Olha quem está ali.- Haa, Carlos mete-te um pouco para a esquerda.- Espero que não me tenha visto. – Voçês podem ir lá falar com a criatura, eu como não falo com ele fico aqui. -Deixa estar, não temos assunto com ele á mesma e não vou falar do tempo…” by me, Sara e Lígia no Mac de Corroios.

6- “Eu disse que queria vir cá? Sou uma besta!” por myself depois de uma viagem de quase 4 horas.

7- “Oh Carlos axo que não era suposto estares a ver a mala dela.- Alguém está a ver?” by me and Alexandra. :D

8- “Eu estou a ficar muito cansada desta turma, estão sempre a falar e a rir! Começo a cansar-me!” by prof de economia que axa que é a gritar que nós lhe obedecemos…

Não houve maus momentos xD