Adia o momento
sem sentido
mas pelo menos, fugiste
durante algum tempo
esqueçer não será rápido
esqueçer não será fácil
mas a altura, seja ela quando for
chegará
quando ela chegar, sorrirei?
afinal de contas
um filme sem fim
continua a ser um filme
bom demais para ser verdade
Archive for November, 2006
Noite
8 momentos VI
Os 8 melhores momentos da semana:
1- Ler até doer os olhos. Uma história que me fez pensar…
2- Pequena excursão pelo Almada Fórum com objectivo de fazer comprinhas.
3- As saudades que eu já tinha de estudar afincadamente.
4- Passear sem qualquer destino. Apenas andar com uma pessoa ao lado sem serem precisas palavras.
5- A alegria de ouvir as músicas que me disseram tanto e podem voltar a dizer.
6- Até no teste de economia conseguimos rir. O momento dos comprimidos foi demais.
7-Banco Alimentar. Cheio de momentos hilariantes e um, um pouco mais sério.
8-Grupo de Jovens reunido sexta á noite e convívio. Mais uma vez sempre a marcar o dia.
Os dois piores momentos da semana:
1- Mais do mesmo, não me quero repetir.
2- Foul play?
Banco Alimentar
Este post serve para alertar todos os que passarem num grande estabelecimento comerçial, onde poderão encontrar esta campanha:
O Banco Alimentar Contra a Fome promove nos próximos dias 25 e 26 a «Campanha de Outono» de recolha de alimentos, que decorrerá em supermercados e grandes superfícies comerciais, anunciou hoje a instituição.
As pessoas devem entregar aos voluntários dos dez Bancos Alimentares alimentos não perecíveis, especialmente leite, óleo, azeite, enlatados, feijão, grão e bolachas.
Os Bancos Alimentares promovem também, entre 25 de Novembro e 03 de Dezembro, a «Campanha-Vale», que se destina a recolher alimentos em lojas de pequena dimensão, sendo a logística assegurada pelos próprios estabelecimentos.
Na última campanha promovida pelos Bancos Alimentares, realizada no fim-de-semana de 06 e 07 de Maio passado, foi recolhido um total de 1.135 toneladas de géneros alimentícios, o que significou um aumento de 130 toneladas face a idêntico período de 2005.
Os dez Bancos Alimentares existentes em Portugal – situados no Porto, A veiro, Cova da Beira, Coimbra, Abrantes, Leiria-Fátima, Lisboa, Setúbal, Évora e Ponta Delgada (Açores) – recolhem e distribuem várias dezenas de milhares de toneladas de produtos e apoiam ao longo de todo o ano a acção de 1.048 instituições em Portugal.
Refeições para 216 mil pessoas
Por sua vez, estas distribuem refeições confeccionadas e cabazes de alimentos já a cerca de 216 mil pessoas comprovadamente carenciadas de todo o país.
Em 2005, os dez Bancos Alimentares distribuíram um total de 17.704 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 25,1 milhões de euros), correspondentes a 71 toneladas por dia.
Os Bancos Alimentares são Instituições Particulares de Solidariedade Social que lutam contra o desperdício de produtos alimentares, encaminhando-os par a distribuição gratuita às pessoas carenciadas.
Além das duas campanhas anuais de recolha de alimentos em grandes superfícies comerciais – a primeira em Maio e a segunda em Novembro – os Bancos Alimentares recebem doações regulares de alimentos efectuadas por empresas.
Estes alimentos doados correspondem, em regra, a excedentes de produção dos sectores agrícola, industrial e comercial ligados ao ramo alimentar que, de outro modo, teriam como destino a destruição.
«A acção dos Bancos Alimentares assenta na gratuidade, na dádiva, na partilha, no voluntariado e no mecenato», como realça a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, que coordena essa acção.
O primeiro Banco Alimentar Contra a Fome foi criado nos EUA em Phoenix (Arizona) em 1966, ideia que foi trazida para a Europa em 1984 e para Portugal em 1992, com a abertura do Banco Alimentar Contra a Fome em Lisboa.
Á semelhança de anos anteriores, vou fazer voluntariado para o Banco Alimentar. Esta será a minha quarta vez e devo dizer que me sinto extremamente feliz por poder ajudar. Tu sentes-te feliz por contribuires com alguma coisa? Pensa deste modo: entra no estabelecimento e compra um pacote de bolachas no meio de tudo o resto que tiveres para comprar, pacote de bolachas esse que provavelmente não iriam durar mais do que uma semana na tua casa. Dá a quem estiver a receber a comida e pensa que fizeste algo de bom! Ajudar não custa nada. E pensa no slogan do Banco Alimentar: Alimente esta ideia. Alguém em alguma parte de Setúbal/Lisboa irá agradeçer…
Pointless
Cada vez mais me convenço de uma coisa: o ser humano não faz nada, não foi feito para fazer alguma coisa.
Gostamos de pensar que somos racionais mas o que nos difere de um qualquer animal da natureza? A inteligência? As nossas construções? A capacidade de amar?
Não, o nosso único objectivo é procriar. A nossa inteligência apenas serve para coisas estúpidas como criar bombas, livros, maneiras de tornar a nossa vida mais fácil. Há e também para a filosofia. Essa serve para inventarmos uma qualquer razão de existir, inventarmos razões para o ser humano existir quando apenas servimos para procriar e prolongar a espécie. O amor, isso é outra coisa inventada para justificar a nossa existência. Não há coisa mais estúpida do que o amor. Eu amo-te! Fica comigo! Frases inventadas para justificar mais um meio para prolongar a especie. E acaba sempre na foda, porque é para isso que o amor serve: para acabar no sexo que mais cedo ou mais tarde irá resultar num bébé. E pronto! Cumpriu-se o objectivo da tua vida! Claro que para tal a natureza e a sociedade estão dispostos a por de parte todos aqueles que não podem cumprir esse grandioso e glorioso objectivo: os padres, os estéreis, os gays, os que simplesmente não querem ter filhos, e por aí diante. Não têm futuro. Depois chega um meteorito, apaga toda e qualquer memória da existência do ser humano e tcharã! Tudo o que os biliões de pessoas que já viveram neste planeta é (ainda mais) inútil. E que dizer do amor? Esse mal os dois seres humanos morrem desaparece, o problema é que nunca existiu. O amor, os sentidos, as construções e afins são ilusões feitas pelo nosso cérebro para nos justificar, justificação que não é necessária ou pelo menos devia ser. Porque hei eu de me apaixonar? Para no fim não passar de história que acabará por ser esquecida? Porque hei de fazer qualquer coisa? Não há propósito…
Gostaria de saber o que pensam ser o nosso objectivo e o que estamos aqui a fazer.
Há e sorry pelo post rebelde:D
Can you feel it Mr. Anderson? Closing in on you? Oh I can. I really should thank you for it, after all, it was your life that taught me the purpose of all life. The purpose of life is to end.
Why, Mr. Anderson? Why, why, why? Why do you do it? Why, why get up? Why keep fighting? Do you believe you’re fighting for something, for more than your survival? Can you tell me what it is, do you even know? Is it freedom, or truth, perhaps peace, could it be for love? Illusions, Mr. Anderson, vagaries of perception. Temporary constructs of a feeble human intellect trying desperately to justify an existence that is without meaning or purpose! And all of them as artificial as the matrix itself, although only a human mind could invent something as insipid as love. You must be able to see it Mr. Anderson, you must know it by now. You can’t win, it’s pointless to keep fighting! Why, Mr. Anderson, why? Why do you persist?
Smith, The Matrix Revolutions
Quadrado
Tenta dissimular-te na multidão
tenta passar despercebido
porque se eles te percebem
atacam-te e não há multidão que te salve
ocupa-te com o mais que puderes
ocupa o corpo para que a mente não vagueie
escolhe alguém e durante algum tempo agarra-te a ela
deixa sempre que seja o outro a largar
nunca tu
e á noite, quando estiveres sozinho
aí sim, podes pensar/fazer/sentir o que quiseres
ninguém te vê
8 momentos V
Apesar de ter sido uma excelente semana, cheia de bons momentos, neste post apenas vou falar de um mau momento.
1- Foi extremamente complicado saber que estavas a sofrer, eu consegui perceber enquanto tentavas manter-te ocupado quando sairam da sala. Eu vi no teu olhar uma certa tristeza quando não se despediu de ti, quando não podiam trocar palavras e gestos pois o tema em discussão também não parecia ser do teu agrado porque te sentiste atingido. Pois, eu vi isso tudo e voltei ao mesmo estado em que estive a semana toda. De revolta comigo mesmo, até de uma certa revolta contigo, revolta por não poder amar-te livremente, revolta por não ser retribuído, revolta porque mal me falas, revolta porque mal olhas para mim. Revolta… Sim, este foi sem duvida o pior momento da semana e era só isto que queria transmitir.
À deriva
Ainda não consegui propriamente encontrar o mapa, perdido como está no meio de tanto lixo mas espero encontrá-lo em breve. Afinal de contas é ele que me indica o caminho e se não o tiver não vou a lado nenhum. Sinto o mesmo que sentia há dias, para mim nada mudou. Até mesmo aquela revelação…nada mudou. Sempre fui uma pessoa que gosta de dizer os seus problemas aos outros, até porque os outros sabem que podem contar comigo para pelo menos tentar ajudar mas sinto sempre quando sou eu a precisar de ajuda nunca ninguém me diz o que preciso de ouvir. Tenho de juntar tudo o que me dizem e tirar dali alguma teoria que faça nexo. Neste caso ouvi muitas coisas de muitas pessoas mas as ideias principais foram ainda mais complicadas de tirar, todas as pessoas me disseram: isso é complicado; e também é…?; porque estás apaixonado; e uma variedade de coisas. Mas o que mais me marcou foi uma amiga minha, após ter percebido a complexidade do caso me ter dito “segue o teu coração”. Pois, eu bem queria mas o problema está em que se eu seguir o meu coração entro num caminho auto-destructivo, o que não é nada bom. Ainda não encontrei propriamente uma solução para isto tudo, axo que depois de alguém começar a gostar de alguém não é tão rápido que se apaga algo assim mas o tempo tudo cura certo?
Passo por cada dia como uma sombra de mim mesmo, tento ao máximo manter-me ocupado para não pensar, tento evitar pensar como será o próximo sábado, como será que vou encarar certas situações, como, como, como…
Claro está que já recebi alguns comentários de algumas pessoas a dizer o que se passa comigo, o que é que eu tenho, porque estou tão calado, porque não me estou a rir. Será assim tão complicado perceber que por vezes até eu preciso de alguns momentos sozinho?
Definitivamente não sei o que fazer, não sei o que pensar, não sei como encarar mais outra semana. Seguir o meu coração cada vez mais se torna uma coisa mais e mais impossível de se fazer. Como posso eu acreditar que algo assim poderia resultar bem?
Desenganem-se aqueles que pensem que voltei a postar, não…isto foi apenas qualquer coisa para manter pensamentos em ordem. Artigo a sério, só mesmo na próxima sexta.
Não vou postar nada durante algum tempo. Sinto-me …
Não vou postar nada durante algum tempo. Sinto-me perdido devido a um novo sentimento, que me faz pensar e sei que se fosse escrever alguma coisa só iria sair porcaria e é como a minha avó me diz: se fores dizer alguma coisa que seja porcaria ou algo fútil, não digas absolutamente nada.
Não sei quando volto a postar, pode ser já amanhã ou daqui a um mês. Não vai haver posts semanais. Até uma próxima pubilicação, na qual espero estar recuperado.
I sit out in the crowdAnd close my eyesDream you're mineBut you don't knowYou don't even know that I am there I wish that I was in your armsLike that Spanish guitarAnd you would play me through the night'Till the dawnI wish you'd hold me in your armsLike that Spanish guitarAll night long, all night longI'd be your song, I'd be your song
Sim, não sei o que raio significa estar apaixonado…
Sim, não sei o que raio significa estar apaixonado. Não sei se estou ou não estou. Pergunto-me o que raio sinto em relação a uma certa pessoa e não sei dizer…Apenas sei que nunca senti isto por ninguém e sim é bom mas é mau. Porque e tal como já disse não posso propriamente dizer-lhe, não posso fazer absolutamente nada. Quer dizer, poder posso mas sabemos bem o que PODERIA acontecer.E sim, sei que quanto mais cedo melhor. Mas não queria mesmo nada falar sobre isso…
obrigado pela crítica constructiva/inspiração:
www.buzz-universe.blogspot.com artigo:fall in love
Untitled
Não quero acreditar que isto está a acontecer-me outra vez. Mais uma vez sinto que estou a começar a apaixonar-me. Weeee diriam alguns. Eu não. Porque é um amor completamente impossível, e? diriam alguns. E que nunca gostei de amores impossíveis, para quê apaixonar-me se nunca se irá tornar realidade? Não vou dizer nomes porque só por aí já perceberiam o quão impossível é. E pronto agora luto comigo mesmo numa confusão de sentimentos que é sempre bom para a sáude mental. Porque é que a vida tem de ser assim? Porque raio não posso eu declarar o meu amor?
Spanish Guitar- Toni Braxton
A smoky room, a small cafeThey come to hear you playAnd drink and dance the night awayI sit out in the crowdAnd close my eyesDream you're mineBut you don't knowYou don't even know that I am there I wish that I was in your armsLike that Spanish guitarAnd you would play me through the night'Till the dawnI wish you'd hold me in your armsLike that Spanish guitarAll night long, all night longI'd be your song, I'd be your song Steal my heart with every note you playI pray you'll look my wayAnd hold me to your heart somedayI long to be the one that you caress withtendernessAnd you don't knowYou don't even know that I exist I wish that I was in your armsLike that Spanish guitarAnd you would play me through the night'Till the dawnI wish you'd hold me in your armsLike that Spanish guitarAll night long, all night longI'd be your song, I'd be your song Te sientas entre la genteCierras tu ojosY suenas que soy tuyoPero yo no sei siquiera se que estas ahiMe gustaria tenerte entre mis brazos amor I sit in the crowdAnd close my eyesDream you're mineAnd you don't knowYou don't even know that I exist I wish that I was in your armsLike that Spanish guitarAnd you would play me through the night'Till the dawnI wish you'd hold me in your armsLike that Spanish guitarAll night long, all night longI'd be your song, I'd be your song
8 momentos IV
Os 8 melhores momentos da semana:
1- Decidi fazer coisas que me fazem bem, ou melhor decidi não fazer coisas que me fazem mal. Pelo menos foi agora e não daqui a anos.
2- As aulas de Economia C estão a tornar-se um tónico. Há de tudo: pessoas viradas para trás; pessoas a falar; pessoas a fazer desenhos, pessoas a jogar ao jogo dos países e imaginem até há pessoas que prestam atenção á stora.
3- Voltei a ler alguns livros que me marcaram quando os li e me marcam outra vez que os estou a reler. É bom relembrar bons momentos.
4- Como não houve aulas eu e mais umas amigas fomos ler revistas a exagerar e a ser um bocadinho perversos a cada letra. Resultado: rir e rir.
5- Instalação de jogos na minha casa e experimentação de alguns por parte da Ana Neto, há muito que tinhamos planeado esta tarde. Foi bom.
6- Há tanto tempo que não ouvia uma canção que quando por acaso a ouvi outra vez quase me vieram as lágrimas aos olhos pelo que ela significa para mim.
7- Pequena excursão á João De Barros com a Sara Martins. Foi um dia excelente, diverti-me muito.
8- Sábado foi um dia verdadeiramente espectacular. Passei quase 10 horas com as pessoas que tanto significam para mim. Fantástico!
Felizmente posso dizer que esta semana não teve qualquer mau momento. Hurray!
Casa
Conseguimos andar perdidos no meio da erva
encontrámos um sítio só nosso
todos os caminhos que lá iam dar foram apagados
e todos os que por acaso lá vão parar
depressa são iludidos a ir para outro lugar
porque este lugar é nosso
e de mais ninguém
conheco todas as pedras
todas as flores e todos os ramos
conheço a grande árvore
onde os nossos nomes estão inscritos
ela está mesmo á direita da entrada
assim como conheço cada pequeno ser
que habita no nosso idilico paraíso
mas conheço ainda melhor
os recantos do teu corpo
sei cada curva, cada pedaço de pele
sei cada músculo, sei tudo
porque eu te pertenço
tal como tu me pertençes
o nosso lugar é lindo
mas só porque tu estás lá
sem ti não passaria de mais um lugar
sem sol e sem luar
sei que o nosso amor ali marcará a sua presença para sempre
porque marcou a sua presença no meu coração
qualquer coisa da minha autoria
Resumo
Já passou muito tempo, ou melhor, não foi assim tanto tempo. Foi o tempo necessário. Vi o relógio dar voltas e voltas sem muito sentido. Mas pelo menos o tempo passou. Eu sei que estás aí, consigo ver pedaços de ti sempre que a cortina da janela ondula, consigo adivinhar a tua sombra sempre que ela bate na janela. Mas nada mais, sei que estás atrás da cortina mas não posso passar para aí.
Muito pensei eu numa coisa: como estariam os outros a passar? Deixei de me importar com isso. Durante alguns dias eu alimentei a ideia de que um dia poderíamos estar juntos outra vez, de que podíamos ser amigos outra vez. Só depois é que percebi que isso era impossível porque se isso algum dia acontecesse já nada nos ligaria. Não que no momento em que tudo acabou ainda houvesse mas sempre havia qualquer coisa. Se um dia algum de nós tentasse, acredito que em nada resultaria. Porque o tempo desgasta, e o que é que o tempo já não fez?
Poderia pedir desculpa, mas seria já como uma medida de dizer o que os outros querem ouvir. Não estaria a dizer o que sinto. Tanto tempo afastados, não seríamos já demasiado diferentes? Eu continuo vosso amigo, continuam a ser os meus melhores amigos mas os amigos que amo são aqueles antigos, aqueles que me rio quando me lembro de esta ou aquela situação. Os mais recentes não são nada para mim. Sim, axo que é assim que vai ficar, vou continuar a ter como melhores amigos as memórias. As novas pessoas que por sorte entraram na minha vida serão os melhores amigos que me ajudam no momento e que depois se tornarão memórias também. Espero é que não se tornem memórias de fotografias. Tenho uma moldura que me foi oferecida pela ocasião dos meus 17 anos. Lá estão alguns daqueles que um dia foram os meus melhores amigos, lá estão gravados os sorrisos e a amizade que sentíamos verdadeiramente. Á pouco tempo remodelei o meu quarto e pensei em deitar a moldura fora mas não consegui. Não consegui porque deitar a moldura fora seria deitar fora todo um mundo de momentos, tudo o que aconteceu. Ainda a tenho, mesmo ao meu lado. Gosto de olhar para ela para me relembrar que alguém pode estar a meu lado um dia e no outro fazer parte de uma fotografia. Tenho saudades das pessoas que estão nas fotografias. Mas a pouco e pouco vou aprendendo a viver sem elas como sem dúvida essas pessoas conseguiram viver sem mim.
Nos primeiros dias fiquei mal, orgulhosamente mal. Não admitia que podia ter feito alguma coisa mal mas isso mudou, começei a dar mais valor aos que permaneciam e aos que iam aparecendo e começei a ver erros(bastantes) na minha conduta mas também vi muitos na dos outros(os da fotografia)
Quero fazer disto uma lição para mim, quero esquecer tudo isto e passar em frente. Já o começei a fazer mas não se esquecem pessoas tão marcantes de um dia para o outro. Outras pessoas igualmente marcantes começam a figurar na minha vida mas ninguém, e repito NINGUÉM é insubstituível.
Não queria nada escrever mais alguma coisa sobre isto, quero passar em frente. Apenas queria escrever um ultimo artigo em que possa escrever tudo o que penso. Sem me preocupar com o que possam pensar. Acho que o consegui neste artigo.
Não deitarei a moldura fora, ficará sempre ao meu lado. Um glorioso farol de uma época fantástica que deu lugar a outra não muito boa que por sua vez deu lugar a outra era fantástica.
Alguns amigos e amigos minhas que ficaram a par da situação perguntaram-me porque é que eu não tentava falar, porque não pelo menos tentar voltar a algum grau de amizade. Eu nunca sabia o que responder, seria muito fácil entrar em contacto com qualquer um de voçês. A alternativa mais fácil seria mandar um mail, assim ninguém era obrigado a responder, o texto é que seria mais dificil mas sei que de alguma maneira conseguiria dizer o que pretendia. Mas não o fiz pelo simples motivo de temer a resposta. E se fosse não? E se fosse um vai á merda? E se…pois é muitos ses. Talvez seja melhor esperar? Talvez o tempo já tenha passado. Não sei, apenas sei que o medo da resposta é demasiado grande para tentar. Espero um dia conseguir.
That’s all…
Esta canção foi-me ensinada na catequese mas só agora retomei contacto com ela e rapidamente se tornou uma das minhas preferidas, acho que se adapta muito bem ao tema do artigo.
Quanto esperei este momento.
Quanto esperei que estivesses aqui.
Quanto esperei que me falasses,
Quanto esperei que viesses a mim.
Sei bem o que tens vivido,
Sei bem porque tens chorado.
Eu sei porque tens sofrido,
Sempre estive a teu lado
Ninguém te ama, como Eu,
Ninguém te ama, como Eu
Olha p’ra Cruz, é a minha maior prova
Ninguém te ama como Eu.
Ninguém te ama, como Eu,
Ninguém te ama, como Eu,
Foi por ti, só por ti, porque te amo,
Ninguém te ama… como Eu
Eu sei bem o que tu dizes
Mesmo que às vezes não me fales.
Eu sei bem o que tu sentes,
Mesmo que não o partilhes comigo.
A teu lado caminharei
Junto a ti sempre estive
Tenho sido o teu apoio
Fui o teu melhor amigo
Tu
Tu, que sentes os lábios arderem pelas palavras que não dizes. Que sentes os olhos doer porque olhas para pessoas que não gostas de ver. Que sentes a cabeça latejar porque tens pensamentos que nunca poderás transformar em nada mais que isso. Que espetas as unhas na carne e sentes o sangue a escorrer porque foi a única coisa que encontraste para fazer em vez de seres quem verdadeiramente és. Que sentes os pés quietos e paralizados quando o que querias era fugir.
Liberta-te e deixa a tua mente fazer tudo o que quer.
Demasiado tempo permaneceste aí. Consegues ver qual é o problema? Lida com ele…